Enfermagem baseada no conhecimento científico e na ética


18.04.2011

À frente da Gerência de Enfermagem do Santa Lúcia, o maior hospital privado do Distrito Federal, estão as enfermeiras Dra. Cláudia Mafra e Dra. Alessandra Maranhão. Elas são responsáveis por gerenciar uma equipe formada por 600 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. O trabalho, desenvolvido por meio da gestão participativa tem como preceitos a ética, o conhecimento científico e a dedicação, o que proporcionou o reconhecimento e a admiração perante a categoria.

Desde janeiro de 2010, a enfermagem do Santa Lúcia passou a contar com a gerência compartilhada. A partir daí, Dra. Cláudia Mafra, na gerência desde 2006, tornou-se gerente de área aberta, sendo responsável pela unidade de internação, dividida em quatro andares do hospital, além da emergência, radioterapia, quimioterapia e radiologia. A Dra. Alessandra Maranhão, gerente de área fechada, é responsável pelos setores críticos, como bloco operatório, composto de centro cirúrgico e centro obstetrício; UTIs adulto e infantil, maternidade e banco de leite.

As gerentes contam com 9 supervisores para auxiliar o andamento das demandas diárias. “Hoje, todas as nossas atividades são planejadas de forma estratégica. Por isso, a gerência compartilhada foi fundamental para a qualidade do nosso trabalho”, afirmou a Dra. Cláudia. Neste contexto, as profissionais realizam reuniões em conjunto para definir as ações mais amplas. Em seguida, reúnem-se com os supervisores para implantar as atividades específicas.

A missão da enfermagem do Santa Lúcia foi traçada por elas no início da gestão compartilhada. Por isso, atualmente, a equipe tem plena consciência da filosofia de trabalho: “Cuidar do próximo com ética e embasamento científico para que, dessa forma, prestemos um serviço integral e individualizado buscando a qualidade de vida da sociedade”.

Mas, como todo longo percurso, os obstáculos aparecem regularmente. De acordo com a Dra. Alessandra, atualmente, a formação dos estudantes está bastante deficiente e, apesar da abertura do mercado para todos trabalharem, sem a capacitação necessária torna-se inviável. “Por isso, uma das prioridades da nossa gestão é a qualificação dos colaboradores para o desenvolvimento e a humanização dos atendimentos”, completou.

As regras culturais da instituição tornam-se conhecidas pelos funcionários no período de adaptação, quando acontece a chamada ‘integração’. “Promovemos uma atualização de conhecimentos nos 15 dias de treinamento. Acolhemos os novos colaboradores com este ritual para promover a segurança dos clientes”, reforçou a Dra. Cláudia.

O compromisso com a qualidade vai ainda mais longe. Periodicamente, a gerência, com a colaboração da equipe realiza a classificação dos pacientes. É feita a análise de perfil, quantidade de internações e avaliação de riscos auxiliando na elaboração de planos de ação para minimizar índices de periculosidade enquanto estes estiverem no hospital.

O compromisso com a qualidade vai ainda mais longe. Diariamente, o enfermeiro realiza a classificação dos pacientes e todo plano de cuidados é traçado em busca do restabelecimento da necessidade básica afetada. É feita, diariamente, a avaliação de riscos de cada paciente auxiliando na elaboração do plano de cuidados para minimizar índices de periculosidade enquanto estes estiverem no hospital.

Perfil profissional – Para a conquista de boas colocações perante a concorrência, cada dia mais intensa, os profissionais precisam de diferenciais. Quando questionadas sobre as características essenciais para um bom profissional de enfermagem, as enfermeiras rapidamente responderam: é preciso ter ética, boa formação, foco no paciente, foco na qualidade, comprometimento e habilidade interpessoal. Além de muita perseverança, dinamismo, e respeito ao paciente e ao colega de trabalho.

“Os profissionais, muitas vezes, não percebem a importância de entender porque estão executando determinado procedimento e de conhecer os riscos para poder minimizá-los. E não basta apenas saber executar é preciso saber orientar o paciente e seus familiares, pois hoje eles são muito esclarecidos”, relatou a Dra. Alessandra.

Segundo a Dra. Cláudia, é necessário pensar, questionar e ter um olhar holístico sobre o trabalho que está sendo feito rotineiramente. “A enfermagem é muito capaz. Entretanto, para termos uma categoria forte é preciso de conhecimento e dedicação”, indicou. “Podemos contar com o apoio do Coren-DF para o aperfeiçoamento técnico. Não temos um Conselho focado apenas em fazer cobranças, temos informação e uma abordagem educativa sobre a nossa categoria”, completou.

De acordo com a Dra. Alessandra, como uma das entidades representativas da enfermagem, o Coren-DF vem trabalhando com a valorização da categoria, e o mais importante, com base científica. A proximidade do Conselho com os profissionais também está sendo muito importante para a enfermagem. Temos muito a crescer com este trabalho. O Conselho Regional vem ao nosso encontro. Não precisamos mais ir em busca dele”, avaliou.

Mensagem – Aos novos profissionais, as gerentes deixaram recados. “Quando nós queremos, nós conseguimos vencer qualquer obstáculo. Porém, é preciso perseverar, ser ativo e persistente. A determinação e a vontade de vencer também são essenciais”, falou a Dra. Cláudia Mafra. “A ética e o conhecimento nos levam a lugares que não podemos imaginar. Sem isso não seria possível chegarmos a lugar algum. E o principal: respeite seus colegas de profissão e demonstre conhecimento no executar. A consequência, com certeza, será muito boa”, finalizou a Dra. Alessandra.

 

 

 

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