Exemplo a ser seguido pelo Brasil afora


07.04.2011

Todas as pessoas são importantes até o último momento de suas vidas. Esta pode ser considerada a filosofia dos “Cuidados Paliativos”. O tratamento oferece qualidade de vida a pacientes e família, em decorrência do surgimento de doenças sem a possibilidade de cura, por meio de tratamento físico, psicológico, emocional, social e espiritual. E este é o principal objetivo do trabalho desenvolvido pelo programa “Cuidar Sempre”, do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar, do Hospital Regional de Sobradinho (NRAD/Sobradinho).

As atividades começaram em 2006, quando o Núcleo de Cuidados Paliativos da Regional de Sobradinho, ligado a Gerência de Câncer, firmou parceria com a Gerência de Atenção Domiciliar da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), sendo, então, o primeiro núcleo de tratamento domiciliar em cuidado paliativo oncológico formado pela SES-DF. Hoje, o serviço estendeu-se aos demais NRADs, conquistou destaque e tornou-se referência no DF. 

Realizados por uma equipe multiprofissional, os atendimentos seguem os princípios dos cuidados paliativos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Entre os componentes estão o alívio dos sintomas, e o apoio e acompanhamento interdisciplinar dos pacientes e familiares no enfrentamento dos diversos tipos de câncer fora de possibilidade curativa. Neste contexto, o grupo presta assistência ativa e integral a pacientes oncológicos que já não respondem mais aos tratamentos comuns.

A enfermeira Dra. Leny N. de Barros, integrante do NRAD/Sobradinho e servidora da SES-DF há 25 anos, foi a primeira profissional de enfermagem capacitada para esta especialidade na regional. De acordo com ela, os tipos mais comum de câncer atendidos no programa são os ginecológicos, de ovário e de colo uterino; mama; de vias biliares, vesícula e pâncreas; e de pulmão. “Infelizmente, esta doença não escolhe vítimas. Por isso, cuidamos de pessoas jovens até as mais idosas”, alerta.

Os pacientes recebem visitas semanais da equipe para acompanhamento e controle da dor, possíveis intervenções, levantamento de necessidades, avaliação de feridas e controle do odor, mas principalmente, para o esclarecimento de dúvidas dos familiares. “Percebemos que o diálogo é muito importante para que as famílias possam colaborar com a qualidade de vida dos enfermos”, afirma.

Além da dedicação e do compromisso dos profissionais envolvidos, outro aspecto que mostra a relevância do programa é a possibilidade de todos os pacientes contarem com equipamentos cedidos (a título de empréstimo) pela Regional de Saúde, como cadeira de rodas, camas adaptadas, alimentos e insumos hospitalares. Também vale ressaltar que não existe número máximo de atendimentos a serem prestados pelo núcleo. “A equipe de cuidados paliativos da SES-DF trabalha, inclusive, para ampliar o programa e fazer com que todas as Regionais de Saúde possam também implantá-lo”, explica.

Hoje, os NRADs não têm atendimento restrito aos pacientes oncológicos em cuidados paliativos. Mas, também lidam com pacientes com doenças neuromusculares, cardiovasculares e pulmonares. A principal atribuição da internação domiciliar é a desospitalização desses pacientes, que são admitidos no programa promovendo economia da hotelaria dos hospitais, liberação de leitos, prevenção de novas internações e infecções hospitalares, além da humanização do atendimento.

Sendo o núcleo de atenção domiciliar mais antigo conta com enfermeiros, médicos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais, o trabalho realizado pela equipe de Sobradinho vem conquistando reconhecimento de entidades da saúde e, claro, dos usuários e das famílias. “O exercício do cuidar exige que sejamos sensíveis aos problemas do próximo, pois sabemos que o sofrimento só não é suportável quando não há quem cuide. Acredito que, trabalhando eticamente e humanamente, o retorno será sempre muito positivo”, finaliza.

Utilidade pública – O NRAD/Sobradinho está disponível para receber pedidos de atendimento da comunidade. Para isso, os interessados devem procurar o núcleo, no Hospital de Sobradinho, para preencher o formulário explicativo. As respostas de acolhimento ou não são retornadas, no máximo, 48horas após o primeiro contato, tempo necessário para que o caso seja avaliado pela equipe multidisciplinar. Lembre-se: todas as pessoas são importantes até o último momento de suas vidas.

 

 

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