25/03/2020

Cofen vai comprar um milhão de máscaras N95 para distribuir onde falta

Contratação vai ser em regime de urgência. Empresas devem enviar propostas até amanhã

A fiscalização dos Conselhos Regionais de Enfermagem (Coren) constatou que falta Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais que estão na linha de frente de combate ao coronavírus em vários hospitais do país. Em muitas unidades de saúde, os trabalhadores estão em desespero com o risco de contaminação. Diante da inércia dos governos, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) lançou hoje edital para adquirir até um milhão de máscaras N95 e distribuir aos profissionais que precisam desse item básico de segurança. O prazo para as empresas enviarem propostas vai até amanhã.

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Após a aquisição, que deve ocorrer nos próximos dias, o Cofen vai encaminhar as máscaras diretamente aos Conselhos Regionais de Enfermagem, com determinações especificas quanto à distribuição. A proposta é envolver também os secretários estaduais e municipais de Saúde na logística de distribuição. “A compra emergencial busca contribuir com o esforço de reduzir a exposição a riscos, considerando que qualquer dia de atraso no abastecimento pode ocasionar danos à saúde dos profissionais de Enfermagem. Nosso compromisso é com a segurança do profissional”, assegura o presidente do Cofen, Manoel Neri.

O uso da máscara N95 é indicado em procedimentos de intubação ou aspiração traqueal, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, coletas de amostras nasotraqueais, entre outros que gerem aerossóis. Em caso de realização desses procedimentos em pacientes com suspeita ou confirmação de infecção pelo novo coronavírus, os profissionais de Enfermagem estarão protegidos. “Nós fizemos essa solicitação ao Cofen e estamos satisfeitos com a providência que foi tomada. A única maneira de garantir a segurança da categoria é agir, fazer o que os governos deixaram de fazer. Temos que cuidar de quem cuida”, considera o presidente do Coren-DF, Dr. Marcos Wesley, que junto com sua equipe já começou a mapear as instituições onde falta máscaras de proteção.