SES-DF não recomenda teste rápido para detectar bactéria


02.11.2011

A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) não recomenda que as pessoas procurem os hospitais para fazer testes rápidos para detecção da bactéria Streptococcus. Segundo nota divulgada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica/SVS/SES, a notificação positiva derivada desses exames não implica que a pessoa tenha o Streptococcus Pyogenes e, se tiver, não quer dizer que esteja doente, visto que de 5% a 15% da população possui a bactéria nas vias respiratórias e vive sua rotina normalmente.

Segundo Sônia Geraldes, diretora de Vigilância Epidemiológica, considera-se a realização desses exames uma perda de tempo porque a presença da bactéria Streptococcus não significa que a pessoa vá ficar doente. “Além disso, o uso de antibióticos, que muitas vezes é adotado após o conhecimento do resultado do exame, é totalmente contra indicado para uma pessoa saudável”, afirmou. Segundo ela, o simples fato de saber que tem a bactéria, por sí só não possibilita o isolamento do Pyogenes.

O alerta para a população, é que diante de febre, dores no corpo e, sobretudo, dificuldade em respirar, o doente seja levado ao pronto-socorro mais próximo para uma avaliação. “Encaminhamos notas técnicas aos nossos hospitais para que os profissionais tenham uma atenção maior com os pacientes que apresentam esses sintomas”, informa a diretora.

Ainda segundo a médica, a lavagem das mãos é a melhor forma de evitar todos os tipos de infecção por estreptococos do grupo A. Lavar as mãos, especialmente após tossir ou espirrar, e antes e depois de cuidar de uma pessoa doente, ajuda a evitar a transmissão de germes.

A esterilização de ambientes, de acordo com Sônia, não é necessária, devendo-se fazer a limpeza normal dos ambientes, medidas que são indicadas no dia a dia, independente de qualquer situação.

A análise da situação no Distrito Federal continua mostrando que a cidade não enfrenta um surto pela bactéria Streptococcus Pyogenes porque não houve contato prévio entre os pacientes que adoeceram e os casos ocorreram em diferentes regiões do DF. “Lidamos com um surto quando se trata de vários casos numa comunidade fechada e isso não vem ocorrendo”, observou a médica.

Confira a Nota da Diretoria de Vigilância Epidemiológica:

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP/SVS), esclarece que não há registro de outro caso da bactéria Streptococcus Pyogenes, pois, a confirmação da mesma se dá em líquidos nobres, conforme nota técnica já divulgada.

A DIVEP/SVS informa ainda que os hospitais privados possuem teste rápido à Streptococcus, coletando material da orofaringe, no entanto, isso não significa que as pessoas estão doentes ou que tenham a Pyogenes.

Como divulgado anteriormente, cerca de 5% a 15% da população já possui a Streptococcus nas vias respiratórias. Isso não quer dizer que estejam doentes ou que seja da sepa Pyogenes. Dessa forma, as notificações positivas dos testes rápidos à Streptococcus, não implica doença ou Streptococcus Pyogenes.

Portanto, a DIVEP/SVS ressalta que a confirmação dos casos ocorre somente quando a bactéria é encontrada em líquidos nobres.

Fonte: Divep/SES

 

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