No Areal, enfermeiro leva sistema de saúde ao encontro das pessoas em situação de rua

Já que esses pacientes não costumavam ir ao posto de saúde, Edmon resolveu ir até eles.

10.02.2021

O enfermeiro Edmon Martins Pereira

Preocupados com a saúde das famílias em situação de rua nas imediações do Areal, o enfermeiro Edmon Martins Pereira e o médico Diogo Batista, que atuam na UBS 1 do Águas Claras, resolveram propor uma ideia audaciosa para a direção da unidade em que trabalham. Eles perceberam que as pessoas em situação de vulnerabilidade social não iam ao posto de saúde. Portanto, seria necessário criar alguma forma de chegar até elas.

O enfermeiro Edmon e o médico Diogo Batista

Foi aí que Edmon e Diogo tiveram a ideia de montar um consultório dentro da Unidade de Acolhimento para Adultos e Famílias (UNAF), instituição social que funciona perto do posto e que recebe adultos, idosos, deficientes e famílias que estejam desabrigadas por abandono, migração, ausência de residência ou sem condições de autossustento. A direção das duas entidades aprovaram a ideia e o projeto é um sucesso.

Em um ano de atendimento dentro da UNAF, foram realizados 500 testes rápidos para a detecção de HIV, sífilis e hepatites virais B e C, além de 200 consultas e cinco ações de assistência como aplicação de flúor, palestras sobre o novo coronavírus, dengue e H1N1. Também foi realizado o rastreamento de tuberculose e hanseníase nesta população.

“É uma parceria que está dando muito certo, pois essa é uma população muito excluída perante a sociedade. Além disso, são pessoas vulneráveis a certas doenças, como infecções sexualmente transmissíveis, tuberculose hanseníase, além dos vícios com álcool e drogas”, explica o enfermeiro.

Todos as pessoas que entram na unidade de acolhimento passam pela consulta com o enfermeiro, que ocorre todas as terças e, dependendo do caso, são encaminhados para consulta com o médico da família, que atende nas quintas, pela manhã. Em casos mais graves ou de urgência, a direção da UNAF escreve uma carta relatando o problema de saúde e leva o paciente até a Clínica da Família do Areal.

“Nossos atendimentos contribuem muito. Através dos atendimentos identificamos muitos moradores do abrigo com hipertensão e diabetes que não eram tratados. Com isso, receitamos medicamentos e agora eles estão fazendo o uso. Nosso objetivo é dar mais assistência a esse público vulnerável”, diz Edmon.

Fonte: com informações de Delmo Menezes/Agenda Capital

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