HRAN fecha atendimento por falta de pontos de O2

Outros hospitais regionais também correm risco de colapso.

10.03.2021

Nesta quarta-feira (9), o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) suspendeu o atendimento a novos pacientes. A medida foi tomada porque não há mais pontos de oxigênio disponíveis na unidade. Essa situação representa a tragédia vivida pela maioria dos hospitais públicos e privados do Distrito Federal neste momento. Pacientes estão morrendo sufocados. Vidas que podem ser preservadas estão sendo perdidas. A Enfermagem pede socorro.

“Os pacientes e servidores estão abandonados na batalha pela vida. Por mais competente que seja um profissional, é impossível prestar assistência de qualidade a 80 pacientes ao mesmo tempo. Não queiram estar na pele de quem está na linha de frente agora, nunca vi nada mais difícil. Parece que as autoridades públicas perderam a humanidade, estamos dependendo de um milagre”, reclama o presidente do Coren-DF, Dr. Elissandro Noronha.

Em fiscalizações realizadas no HRAN na quarta-feira (3) passada e nesta terça-feira (9), o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) constatou dezenas de irregularidades. Pacientes estão internados em cadeiras e até no chão. Pessoas infectadas estão misturadas a pacientes que ainda não tiveram diagnóstico confirmado de Covid-19. Os profissionais reclamam da escassez e do fornecimento irregular de equipamentos de proteção que, diga-se de passagem, são de baixa qualidade. O ar condicionado não funcionam e as condições climáticas são péssimas. Assista à reportagem da TV Globo sobre o caso.

Segundo o vice-presidente do Coren-DF, Dr. Alberto Cesar, parece impossível, mas, se nada for feito para reverter rapidamente esse quadro, a situação pode piorar ainda mais. “O colapso da saúde ameaça os estoques de medicamentos, de equipamentos de proteção, de oxigênio, de anestesia e de vários materiais indispensáveis, principalmente, para salvar a vida dos pacientes graves. A Enfermagem resiste, pois o profissional da saúde não abandona o paciente. Contudo, não somos máquinas, somos seres humanos. Se ninguém vier em nosso socorro, não sei mais por quanto tempo conseguiremos resistir”, alerta.

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