06/04/2019

DF trabalha para zerar casos de morte por tuberculose

Grupo de trabalho vai reformular plano distrital de enfrentamento da

Grupo de trabalho vai reformular plano distrital de enfrentamento da doença. Em 2018, sete pessoas morreram e outras 452 foram infectadas

Além da vacina preventiva, existe um tratamento contra a tuberculose que deve ser seguido com rigor / Foto: Agência Brasília

Há 137 anos, a bactéria Mycobacterium tuberculosis foi descoberta pelo médico alemão Robert Koch. No século 19 e no início do século 20, esse bacilo proliferou e a tuberculose matou milhares de pessoas no mundo. Apesar de já haver vacina e antibióticos eficientes, que curam, a doença ainda tira muitas vidas. No ano passado, só no DF, sete pessoas morreram e outras 452 foram infectadas.

Para enfrentar essa realidade, a Secretaria de Saúde prepara uma reformulação no plano distrital de combate à tuberculose. Nesta quarta-feira (3), foi publicada uma portaria criando um grupo de trabalho para trabalhar nessa revisão de planejamento.

“É uma importante medida porque garante a institucionalização do grupo condutor”, explica a enfermeira Lindvânia Brandão, que atua na Gerência de Vigilância de Doenças Transmissíveis. “Agora sabemos que teremos uma política única, que deverá ser seguida por toda a rede de saúde”.

Segundo ela, a meta do governo federal para Brasília é, até o ano de 2035, reduzir o coeficiente de incidência para menos de dez casos por 100 mil habitantes. “Vamos trabalhar para assegurar um plano que busque diminuir o número de infectados e zerar as mortes por tuberculose”, complementa Lindvânia.

A tuberculose é transmitida pelo ar, de uma pessoa doente para outra pessoa, em situações comuns, como falar, espirrar e, principalmente, ao tossir. O tratamento leva em média seis meses e precisa ser feito com cautela que a cura seja total, adverte Lindvânia. “Muitas pessoas iniciam o tratamento, começam a se sentir bem e largam os antibióticos. Isso não pode acontecer”, enfatiza.

A doença é causada quando a Mycobacterium tuberculosis – ou bacilo de Koch – se instala no corpo. Ela pode atacar os pulmões, como na maioria dos casos, mas também pode infectar outros órgãos, incluindo os ossos e o sistema nervoso. Os principais sintomas são tosse por mais de duas semanas, produção de catarro, febre, sudorese, cansaço e dor no peito.

Fonte: AGÊNCIA BRASÍLIA