20/03/2020

Guia mostra como organizar o serviço de Enfermagem frente à pandemia

A Enfermagem agora conta com um guia de referência técnica

A Enfermagem agora conta com um guia de referência técnica completo e confiável para organizar o serviço de assistência aos pacientes que apresentem sintomas do novo coronavírus (COVID-19). O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou um documento com diretrizes técnicas elaboradas por especialistas a respeito da pandemia. As orientações incluem a formação da equipe de resposta rápida, definição de pontos de recepção específicos para pacientes com sinais respiratórios e outras medidas para adequar à assistência de Enfermagem à crise e trazer mais segurança aos profissionais e pacientes.

Para fazer o download da cartilha Recomendações gerais para organização dos serviços de saúde, clique aqui

“A Enfermagem está na linha de frente do atendimento ao coronavírus. É nosso compromisso orientar as equipes de Enfermagem para uma maior segurança dos serviços e dos profissionais”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri. “Estamos ao lado dos profissionais e vamos oferecer orientações e diretrizes sempre que for necessário. Vamos ter de aprender em tempo real o que precisamos saber sobre essa nova doença”, completa o presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF), Dr. Marcos Wesley.

A iniciativa de produzir a cartilha tomou forma a partir dos questionamentos de profissionais de todo o país. “O Comitê de Crise tem recebido pedidos de informação de profissionais de todo o Brasil sobre a organização dos  serviços de Enfermagem e utilização do Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Preparamos um documento orientador, em consonância com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde (MS) e demais autoridades sanitárias”, explica a enfermeira Viviane Camargo, integrante do comitê.

O manual traz, ainda, a recomendação de uso dos EPIs em cada ambiente de trabalho dos profissionais de Enfermagem (hospitais, ambulatórios e comunidade). Racionalizar o uso dos insumos é fundamental para assegurar a proteção e minimizar risco de desabastecimento.